BOA NOVA

COMENTANDO...

 

    A boa nova de que agora a Obra de Freud pertence a todos e não se paga mais Direitos Autorais é uma boa. Novas traduções vêm por aí. Não preciso mais delas, Lacan já nos deu a chave para entendê-las, mas será bom para os que começam agora. Façam bom proveito.

    É bom também relembrar que ninguém é tão dono do seu nariz quanto pensa, já que o Ego é a ponta de um iceberg que deita raízes no Inconsciente desconhecido. Não somos tão Senhor em nossa casa quanto gostaríamos e nossa liberdade é pouca. Isto muda completamente nossa posição no Mundo nos indicando que não somos tão poderosos assim. Freud fere narcisicamente o Homem e sua hora está chegando, 70 anos depois de sua morte ainda querem lê-lo.

    Que se considere que, acreditando ou não, as contribuições Freudianas são indiscutíveis é uma vitória que se aproxima. O reconhecimento de zonas obscuras, eclipsadas é de longo alcance para este século XXI. Como todo grande Pensador, Freud nasceu antes de seu tempo, que vem chegando devagar.

    O lembrete de que Freud não é molho para todos os pratos nos informa da singularidade da Psicanálise, não se vulgarizará e nem se transformará em metafísica. É discurso próprio e veio para ficar para além de todas as filosofias.

    Não esperava já, tanto reconhecimento: Um Rei invulnerável, que não se pode destronar e que pertence À cultura da sinceridade. Melhor dizendo: Freud era Fiel àquilo que ele considerava verdadeiro, pois sabia não ser possível abrir mão disto.

    Vale a pena pensar em duas frases: Não há Psicanálise que não seja social e sem o outro não somos nada. De saída, temos a experiência do cotidiano das ruas, onde se percebe que ninguém está aí para ninguém. Tentem assistir TV em lugar público que logo alguém se colocará entre e nada veremos. Não o fará por maldade, mas por falta de educação já que no cérebro não há registro deste tal de Outro. Será necessária muita pedagogia para considerarmos certa existência deste outro. Esta Pedagogia é a freudiana e daí seu alcance social.

    A pornografia pode não resolver nada nas transas com o outro, este desconhecido, mas que ajuda, ajuda. Para terminar a Psicanálise não veio para resolver, mas para nos lembrar que somos uma espécie que necessita de reparos constantes. WE NEED TO BE FIXED ETERNALLY....

 


 

 



Escrito por Rubens Molina às 02h23
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BOA NOVA!

COMENTAREI...

30/01/2010

El País

José Andrés Rojo
Em Madri

Desde 1º de janeiro as obras do pai da psicanálise ficaram livres de direitos no mundo inteiro, exceto na Espanha

Desde 1º de janeiro, as obras de Sigmund Freud, o pai da psicanálise, ficaram livres de direitos autorais no mundo inteiro. Exceto na Espanha, onde devido a uma disposição transitória da lei de propriedade intelectual continuam vigentes até 2019. Na França a notícia mobilizou as editoras, e ao longo do ano serão traduzidos por diversos selos vários textos do fundador da psicanálise. Tal rapidez de reflexos indica que Freud continua conquistando leitores e que sua obra mantém seu virulento poder de agitar o debate intelectual?

Sigmund Freud (1856-1939) veio questionar que o sujeito governasse sua vida com total autonomia, como se acreditava até então. Em condições normais, contou em "O Mal-estar da Cultura", o ego "se apresenta como algo independente, unitário, bem demarcado diante de todo o resto". Mas, acrescentou, esse ego se prolonga "para dentro, sem limites precisos, com uma entidade psíquica inconsciente que denominamos id, ao qual vem a servir de fachada". Por isso não sabemos grande coisa do que ocorre por essas zonas interiores, explicou, onde operam muitos desejos sexuais reprimidos.

Médico de formação, Freud investigou esses territórios obscuros para encontrar a maneira de curar determinados transtornos psicológicos. Daí surgiu uma nova escola, e sua correspondente terapia, a psicanálise. Mas o que fez principalmente esse brilhante senhor vienense foi mudar nossa maneira de entendermos a nós mesmos e ao mundo.

"Pode-se acreditar ou não na psicanálise, como se pode ser ou não marxista, entretanto as contribuições de Freud são indiscutíveis", comenta Antonio Valdecantos, um filósofo que ensina na Universidade Carlos 3º de Madri e que publicou há pouco tempo "La fábrica del bien" (ed. Síntesis). "Todo mundo sabe hoje que o ego não é transparente, nem está sempre disponível. Ninguém discute que haja zonas obscuras e que por mais liberdade que se possa ter nossa sexualidade continuará sendo opaca."

Carlos Gómez Sánchez, autor de "Freud y su obra: Génesis y constitución de la teoría psicoanalítica" (ed. Biblioteca Nueva), entende que o médico vienense soube vincular de maneira muito frutífera a sexualidade com a cultura, o desejo com a norma. Por isso considera que sua influência pode ser localizada em boa parte das referências intelectuais do século 20, começando pela fenomenologia e passando por Sartre, Fromm ou Bloch até chegar a Deleuze. "Há duas questões que me preocupam a propósito de seu legado", explica. "Em primeiro lugar, que não sejam levadas a sério suas contribuições e que sua obra se banalize e vulgarize. Ou, pelo contrário, que se entendam suas teorias como uma nova pedra filosofal, com o que a psicanálise poderá se transformar em uma péssima metafísica. Freud não é nenhum molho que sirva para enfeitar todos os pratos."

Em geral não há discussão: Freud é um clássico, faz parte do patrimônio intelectual de nosso tempo, dinamitou a maneira de entender o sujeito enquanto tentou tratou da força da libido.

Fernando Savater, em um artigo sobre o fundador da psicanálise, lembrou-se da definição que Chesterton deu em sua biografia de Dickens do que é um clássico: "Um rei do qual já se pode desertar, mas que não há modo de destronar". A citação veio a calhar, porque se alguém teve discípulos dispostos a questioná-lo foi Freud. Mas ninguém foi tão longe quanto ele na hora de mostrar o fundamental. É "invulnerável", escreveu Savater, apesar de ter sido muitas vezes traído. E anotou que a mais escandalosa dessas tradições foi a estilística. "É interessante, é detalhista, é pedagógico", dizia sobre Freud, "não renuncia às imagens nem as confunde com as explicações, pertence à cultura da sinceridade."

Continuam, portanto, vivos seus conceitos e sua lucidez na hora de diagnosticar nossas complicações. E sua terapia? Francisco Granados, que é analista há mais de 30 anos e dirige a revista da Associação Psicanalítica de Madri, responde no intervalo entre duas sessões. "O que podemos oferecer a quem nos consulta é a maneira de encontrar suas pulsões, seus medos, sua sexualidade, seus problemas na relação com os outros... mas a cura é algo que fica no ar: está em suas mãos seguir ou não o caminho proposto." Voltando a Freud, Granados insiste em um detalhe que nem sempre é valorizado em sua obra: que não há psicanálise se não for social. "Sem o outro não somos nada", afirma.

O escritor Andrés Barba, que ganhou com Javier Montes o Prêmio Anagrama de Ensaio com o livro "La ceremonia del porno", observa que, por mais permissiva que possa ser a sociedade atual na hora de difundir imagens sexuais, "a pornografia não resolve nada de nossa relação com os outros". "É um canal que nos permite o acesso a uma informação ilimitada sobre as práticas menos ortodoxas", diz, "mas não vai além."

Freud nos permitiu "ser conscientes de que existe uma série de processos que ocorrem de maneira soterrada, inconsciente, mas tanta consciência não consertou grande coisa". Abriu, isso sim, imensos caminhos para a literatura ao "transformar a nós mesmos em objeto de observação". Esse interesse continua aí. Será por isso que, como afirma Antonio Valdecantos, Freud continua sendo lido. E certamente será ainda mais, agora que em quase todo lugar sua obra ficou livre de direitos autorais.


Tradução: Luiz Roberto Mendes Gonçalves


 OBRIGADO, CAIO...





Escrito por Rubens Molina às 01h23
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RAY KURTZWEIL II

 

 

    DA SINGULARIDADE

Temos encontros marcados com 2029, quando os softwares não dependerão mais dos homens e serão reconhecidos como humanos e, 2045 quando estes programas ou máquinas não mais serão levados nos bolsos, mas em nossos cérebros. Capacidade cerebral 1 bilhão de x maior que hoje o que nos permitirá saber todo o saber sabido pois as máquinas o acessarão onde quer que estejam. Não é infinito, mas parecerá ser. Seremos cada vez mais máquina e menos carne. O vaticínio Freudiano de que somos Deuses de Próteses estará assim confirmado. Só de saber já não paro de gozar: UIIII, AIIII, UIIII.

    CONSEQUÊNCIAS

Os bilhões de neurônios que já são máquinas de “carne” serão reconstruídos com outros materiais e serão capazes de cálculos matemáticos e lógicos e, mais importante, serão dotados de inteligência emocional: Rirão de piadas , se irritarão, brigaremos e discutiremos. Aqui ponto para Freud de novo que disse que de todos os atributos humanos o mais importante era o HUMOR! Neste ponto acreditaremos que estas máquinas são gente como a gente:ORDINARY PEOPLE. Os analistas da ocasião ouvirão este  tipo de histórias.

Os reconheceremos como pessoas, pois terão consciência e espiritualidade, não será a Ciência que reconhecerá, pois só reconhece o objetivo e aqui se trata do subjetivo que é campo de discórdias. Levará tempo, pois!

Novas tecnologias para energia solar nos darão auto-suficiência, o mesmo para alimentos e água.

As viagens serão em imersão completa na realidade virtual que não é esta bobagem do second life e que já se pode ter uma idéia vendo o filme Gamer.

Haverá separação entre quebra de hardware e perda de software que será transferido para outro. Assim como hoje temos que cuidar da saúde teremos que cuidar do software.

DOUTOR QUERO MAIS: QUERO UM SOFTWARE QUE SE CUIDE SOZINHO! PÔ!!!




Escrito por Rubens Molina às 01h59
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RAY KURZWEIL I

 

 

    Finalmente, começa a comparecer a possibilidade real de nos livrarmos definitivamente, desta Joça biológica que nos trouxe até aqui. Não aconselharia a ninguém estudar Medicina neste momento, ela em breve vai acabar e neste caso não será Graçasadeus, mas a nós.

    Me encantou o não-compromisso com o Biológico que não se atualiza, logo é burro e envelhece.Não se trata mais de entender o biológico, mas suas funções e seu software da vida para produzir máquinas que façam o mesmo e se tornem mais potentes em intervalos cada vez menores. Os cálculos que são apresentados aqui se baseiam nisto. A velocidade de aperfeiçoamento que as novas tecnologias têm apresentado nos permite afirmar que em tantos anos faremos isto, aquilo e muito mais.

    1ª ponte-Tecnologia e conhecimento atual que nos levará aos conhecimentos futuros e que já está gagá. São as intervenções no biológico sem saber muito bem como funcionam mas que já nos informam ser possível inverter o determinismo da Genética. Trata-se de ir além do programa natural e inventar o nosso. Que nome terá?

    2ª ponte-Que ainda sofre da debilidade mental do biológico pois pretende reprogramar a biologia com a ajuda das biotecnologias: Atualizar o software da vida chamado genoma.

    3ª ponte- Agora batizada de “A menina dos meus olhos” que é o mais além da biologia. Nanotecnologia e seus nanorobôs que funcionarão mais eficiente e rapidamente que as defesas do organismo contra tumores e infecções. Estas máquinas que farão parte do nosso corpo, dobrando sua potência rapidamente até que dominarão, comandarão o biológico ainda existente até a sua possível deletação. Por que nos acomodar com o que temos se podemos ter mais e melhor? Queremos ter um Córtex cerebral bem maior que nos levem a pensamentos mais grandiosos como os aqui apresentados. Em 20 anos recriaremos o cérebro e isto me faz pensar que vivemos em um mundo completamente fossilizado que já vai tarde.....

 

Fala do novo livro TRANSCEND http://www.kurzweilai.net/

 


Debate wolfram-Kurzweil
 




Escrito por Rubens Molina às 01h32
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E O CYBORG VEM AÍ...

 

 

NO FUTURO HOMEM E MÁQUINA SERÁ UM SÓ!

 



 

 

FUTURO DO HOMEM:

PRATICAMENTE IMORTAIS!

 

 

http://globonews.globo.com/Jornalismo/GN/0,,MUL1434904-17665-314,00.html

 

 

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Escrito por Rubens Molina às 01h59
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